sábado, 20 de junho de 2009

Mas hein?

Questão...

  • Que fim levou Yuri Kosyng? (personagem de OZ da HBO)
  • E o Walter Mercado (ligue dja!)??
  • O corpo de Ulisses Guimarães?
  • Assassino do zodíaco?
  • Menina elástico (aquela que fez comercial da Bombril)?
  • Se alguma coisa se perde no mar, e o mar tem profundidade absurda e tamanho infinito, como é que se pode achar?
  • O que tem no fundo do mar? Tem que ter alguma coisa...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Stella Maris

No primeiro post desse blog, falamos que Stella Maris (do Einstuerzende Neubauten) é a melhor letra de música já escrita. Por isso vou postá-la aqui. Lembro que quando meu amigo me passou, ele disse apenas para que eu prestasse atencão na letra, e quando cheguei ao fim, tive que concorda com ele, só consegui soltar um sonoro "p#t@ que o p@r!u".

Modéstia à parte, eu colocarei a tradução em português, pois a música original é em alemão e a tradução em inglês tem vários erros.



Eu sonho que te encontro bem no fundo
No ponto mais fundo da Terra, Foças Mariana, fundo do mar
Entre Nanga Parbat, K 2 e Everest, o teto do mundo
Lá eu faco uma festa para você
Onde nada mais impede minha visão
Quando você vier, eu te verei chegando pela margem do mundo
Não há nada de interessante aqui, apenas as ruínas de Atlântida
Mas de você nem um traço
Eu acho que você não vem mais
Nós nos perdemos no sonho
Você sonha comigo, eu com você
Não tenha medo, eu vou não vou te acordar antes que você desperte sozinho
Acima do gelo em direção ao Polo Norte é onde vou te esperar, estarei no eixo
Da Terra do Fogo num difícil sonho trabalhoso até o polo, tudo lá girará apenas em torno de nós
A estrela polar se direciona sobre mim
Este é o polo, espero aqui
Apenas você é o que não vejo em milhas e milhas
Estou esperando no polo errado
Nós nos perdemos no sonho
Você sonha comigo, eu com você
Não tenha medo, eu não vou e acordar antes que você desperte sozinho
Por favor, por favor não me acorde
Enquanto eu só sonho que você existe
Nós nos perdemos no sonho
Me deixo ser levada numa leve sonolência num cruzeiro de navio, Eldorado, Punt lá é sua casa
Espero na costa, procuro no horizonte
Até finalmente avistar sua vela
O comandante está bêbado embaixo no deck
Eu não consigo pilotar esse navio no sonho
Num recife faz um buraco, no Mar do Norte ele afunda
Um iceberg me empurra embora
Eu acho que vou esperar por muito tempo, Punt continua indescoberto
Nós nos perdemos no sonho
Você sonha comigo, eu com você
Não tenha medo, eu não vou te acordar antes que você desperte sozinho
Você sonha comigo, eu com você
Não tenha medo, eu vou te encontrar
Meio adormecida eu te pego e te puxo para mim
Então você sonha sonha comigo, eu com você
Eu sonho com você, você comigo
Nós sonhamos um com o outro acordados

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Slat

O carro está aqui para as garotas de vermelho.
Para fora do ninho, chegou a hora.
Uma luz sempre fica acessa para lembrar de onde vieram. E para onde voltar.
Uma após a outra. Chegou a hora de te deixar.
Último jantar, última risada, últimas fotos e lágrimas, nessa rua que você deixou tão vazia. Uma após a outra, elas vão.
Os telefones estão desconectados. O carro está aqui para buscar a garota dos olhos vermelhos.
Para longe da cidade, chegou a hora.
Deixe a luz acessa caso queira voltar.
E através do céu, através do mar, seus sorrisos voltaram a brilhar.
Eu não consigo parar de chorar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Conversas (im)Produtivas

- Você não fez aquilo, fez?
- Fiz.
- Minha nossa! Você fez mesmo?
- Fiz.
- Não, por favor, diga que não fez.
- Fiz.
- Você realmente teve coragem e fez?
- Fiz.


Qual a grande dificuldade em acreditar que fiz?

sábado, 16 de maio de 2009

It's just another saturday.

Eu poderia repetir todas as coisas que vivo dizendo pra você, mas eu não quero.
Afinal você saberia, mesmo se eu não falasse nenhuma.

11 anos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Desconectados

Era mais do um pensamento frequente, era uma verdade todos os dias. Seja lá onde estivesse.
Por anos foi um amigo, uma obsessão, uma paixão, um amor, um sonho em todas as noites. Uma distância.
Alimentado pelo platonismo, pelo cansasso, pelo belo mundo idílico imaginado, pelo medo. Pela distância.
Esteva sempre presente nas conversas, nos pensamentos e nas gargalhadas. Fazia tão bem e feria tanto. E sempre querendo-o mais e de novo. Apenas mas uma vez, mais um dia e que desta vez finalmente durasse pra sempre.
Mais do que um medo, um fracasso e um sonho; as esperancas dos minutos arrastados em anos, ele não é mais o ponteiro do relógio, a espera incessante de ler seu nome, nome que se transforma aos poucos em apenas lembrancas, risadas, sonhos. E distância.
E se apaga aos poucos. Cada vez mais. Distante.

domingo, 19 de abril de 2009

Oluwa wo ran mi ni lowo

Tenho uma certa saudade do meu país. E toda vez que vou à África ela acontece. A 500 metros do solo, já sei que vou encontrar tanto verde, calor, ruas de terra batida sem asfalto, casas que se assemelham com as favelas e aquela gente negra e simpática. Os aeroportos na maioria das vezes são muito mal desenvolvidos, parecem com a rodoviária internacional do Rio de Janeiro a.k.a Galeão. A África faz me sentir no Brasil. Afinal, não estamos tão longe, antes das léguas marítimas nos separarem estávamos bem ao lado. Depois veio a escravidão. E o Brasil tem muita raíz africana.
O que mais me encanta é o povo. Há vida na África. A última vez que estive na Europa, num sábado de sol com um lindo céu azul na Alemanha, não se via ninguém na rua. Os poucos que andam, parecem tristes e amargurados, ou sentam pra ver a vida passar. Na África, onde há tanta corrupcão, pobreza, malária e hiv em altos índices, encontra-se um povo sorridente, alegre, receptivo ao estrangeiro e um sorriso onde não se vê falsidade como nos sorrisos murchos europeus. O sorriso do africano é contagiante, a gentileza do povo me deixa pasma, nunca em hotel algum carregaram minha mala até meu quarto - e fizeram isso para todos nossos colegas - e sempre sorrindo. Toda vez que vou à África eu esqueco todo tormento, me perco e me encontro no verde da natureza, é um lugar onde pensamentos brotam, se transformam e tudo se cura. Há tanta, tanta vida na África. Uma colega negra africana diz que se todo o continente se unisse e formasse um só país, a economia mundial entraria em declínio e eles seriam os donos do mundo. Uma terra onde o que se planta, nasce; ouro e tantas riquezas naturais e um povo que sabe viver e sorrir, sorrir com a alma, em meio a tanta labuta e dificuldade. Acho que isso o brasileiro tem do africano. E essas viagens para a África me trazem essa saudade de casa e toda vez que vou para lá, meu coracão viaja todas essas léguas entre um continente e outro. E se alegra.