domingo, 22 de novembro de 2009
Motilium
E São Paulo?! =~(
domingo, 19 de abril de 2009
Oluwa wo ran mi ni lowo
O que mais me encanta é o povo. Há vida na África. A última vez que estive na Europa, num sábado de sol com um lindo céu azul na Alemanha, não se via ninguém na rua. Os poucos que andam, parecem tristes e amargurados, ou sentam pra ver a vida passar. Na África, onde há tanta corrupcão, pobreza, malária e hiv em altos índices, encontra-se um povo sorridente, alegre, receptivo ao estrangeiro e um sorriso onde não se vê falsidade como nos sorrisos murchos europeus. O sorriso do africano é contagiante, a gentileza do povo me deixa pasma, nunca em hotel algum carregaram minha mala até meu quarto - e fizeram isso para todos nossos colegas - e sempre sorrindo. Toda vez que vou à África eu esqueco todo tormento, me perco e me encontro no verde da natureza, é um lugar onde pensamentos brotam, se transformam e tudo se cura. Há tanta, tanta vida na África. Uma colega negra africana diz que se todo o continente se unisse e formasse um só país, a economia mundial entraria em declínio e eles seriam os donos do mundo. Uma terra onde o que se planta, nasce; ouro e tantas riquezas naturais e um povo que sabe viver e sorrir, sorrir com a alma, em meio a tanta labuta e dificuldade. Acho que isso o brasileiro tem do africano. E essas viagens para a África me trazem essa saudade de casa e toda vez que vou para lá, meu coracão viaja todas essas léguas entre um continente e outro. E se alegra.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
It's on
Dia de sol e calor e reencontro com a amiga que não vejo por volta de um ano e meio. Ficamos nos abracando e dando pulinhos (como a maioria das mulheres histéricas fazem) no corredor por alguns segundos (talvez tenhamos ultrapassado a casa dos segundos). Fomos bater perna e jogar papo fora, falar das novidades e também das lembrancas, afinal recordacões são inerentes à longas amizades.
Como andamos sem destino certo, nossa conversa também foi se perdendo e dando voltas na linha do tempo, lembramos de pessoas que havíamos esquecido há muito tempo - engracado como são as coisas, de algumas nem lembramos as feicões - e de momentos hilários. De vez em quando a sessão nostalgia faz bem, ao contrário das vezes que beirei à lágrimas - ou cheguei a elas - neste dia, sentadas com o pé dentro do laguinho no parque, ríamos de tudo o que passou.
Quel e eu tivemos os 12 anos ouvindo rock, usando casaco de flanela, cultuando nossos All Star's (na época que o par ainda custava R$18,90) e Nirvana era a traducão de música. Quel e eu sempre gostamos de alguns estilos musicais diferentes, mesmo estilos de rock diferentes. Lembramos da época que saíamos para ir a showzinhos das bandas de garagem de Niterói, meu melhor amigo (encontra-se atualmente aqui, só que mais velho, menos magro, mais careca [te amo mlk =**]) tocava numa banda grunge e eu acompanhei de perto seus ensaios lotados em algum estúdio ou na casa de algum dos integrantes. E nós nos divertíamos.
Não acreditamos que nenhuma dessas bandas ou seus integrantes tenham ido pra frente com música, ainda que algumas bandas realmente tivessem talento e música significasse vida pra eles. Afinal não é toda banda de garagem que vira o Silverchair.
Pelo o que ficamos sabendo (visto que nenhuma de nós duas mora mais em Niterói) um dos locais toscos onde as bandas se apresentavam ainda existe, e agora até ar-condicionado tem, mas não sabemos quem vai e quais são as bandas. Passamos da idade. E era mais legal quando era tosco, quando o teto era de lona e uma árvore nascia do lado do palco e um tronco entrava pela parede. Mas se as bandas da nossa época um dia voltassem a fazer um show, tive que concordar com Quel que estaríamos presentes e na primeira fila se fosse a Freak(y). E esta é a mencionada banda que respirava música citada a cima. E talento também. O vocalista era namorado da minha irmã e meu amigo também. Eu e Quel quase sempre íamos quando eles tocavam. Eu várias vezes dividi o bateirista - único integrante sem namorada - com outro amigo do pessoal para ver quem entraria de graca e economizaria R$3,00. Nossa, da Freaky tenho muitas lembrancas. E saudades. Eles tocavam Korn, banda que eu e Quel gostávamos muito também. Flashes passaram pela minha cabeca, engracado observar como a memória age. Lembrei de eu pintando as unhas de Tiago de preto para um dos shows; as guitarras de Diogo tinham nome (e acho que era o nome das filhas de algum ou alguns dos integrantes do Sepultura); de estar mexendo no computador e Ricardo tocando guitarra na minha casa com minha irmã e o riff de "Falling away from me" me puxar de volta pro mundo, porque eu realmente amava essa música; de Tiago ter me puxado pro palco uma vez enquanto essa música rolava [e ter me matado de verginha] e de uma vez que Tiago quebrou o palco passando o som e o vocalista de outra banda caiu no buraco, a banda que o baixista da Freaky já tinha tocado. Lembrei desses momentos em questões de minutos. E ri, ri muito.
Ao fim da viagem, quando cheguei em casa, liguei o computador e baixei muitas músicas do Korn.
Quanto a Freaky, restou um cd demo que eles chegaram a gravar.
Fragmento da Freaky aqui (guitarrista FODA demais. Não tive palavra mais educada.)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
"Viena, Viena e tanta tristeza"
O destino é mesmo irônico, afinal, depois de todos esses anos, estive em Viena. Finalmente cheguei. Tarde demais pra quem gostaria que estivesse por lá. Ou ainda esteja, mas não mais na minha vida. E essa época está agora tão distante como se estivesse por trás de uma cortina de fumaça. Enquanto caminhava naquelas ruas, lembrava de coisas que não deveria ter lido, de cada risada e lágrima e tanta tristeza e tanta alegria, de volta naquelas ruas onde tudo começou. E fiquei profundamente nostálgica do que um dia eu tive, do quanto eu queria ter de volta e não posso.
Sentei com dois amigos que moram em Viena para tomar um café e uma taça de vinho e a colinária austro-alemã que aprecio demais. Conversamos sobre nossas vidas atualmente e sobre a nostalgia de estar longe de uma terra de onde éramos tão felizes e ficou tão distante. Ao menos meus amigos estarão em Viena por longos anos, o que torna-se mais um motivo para que eu volte. E certamente voltarei.
Há pouco tempo conversei com uma amiga que morava na Europa, falamos sobre a beleza do velho continente, as construções medievais, as casas com telhados em forma de "v" invertido, da beleza da neve no inverno e dos verões onde o sol brilha até dez horas da noite, os trens que esperávamos e viajávamos por horas com alegria, a beleza natural, as ruas por onde saíamos para simplesmente andar. Quando ela esteve lá pela segunda vez, ir embora foi muito mais difícil do que da primeira, porque tudo a deixava feliz, bobamente feliz, o simples fato de estar andando pela rua era bom pra ela. E isso a fez perceber o quanto ela era feliz alí e o quanto queria que isso nunca acabasse, queria ficar lá para sempre. Senti o mesmo.
Marlene Dietrich cantava uma antiga canção que dizia


