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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

It's on

"It was in a good sunny day
We walked too long with no way
We had nothing to do
that day"
(Música de uma banda local há muito tempo atrás)



Dia de sol e calor e reencontro com a amiga que não vejo por volta de um ano e meio. Ficamos nos abracando e dando pulinhos (como a maioria das mulheres histéricas fazem) no corredor por alguns segundos (talvez tenhamos ultrapassado a casa dos segundos). Fomos bater perna e jogar papo fora, falar das novidades e também das lembrancas, afinal recordacões são inerentes à longas amizades.
Como andamos sem destino certo, nossa conversa também foi se perdendo e dando voltas na linha do tempo, lembramos de pessoas que havíamos esquecido há muito tempo - engracado como são as coisas, de algumas nem lembramos as feicões - e de momentos hilários. De vez em quando a sessão nostalgia faz bem, ao contrário das vezes que beirei à lágrimas - ou cheguei a elas - neste dia, sentadas com o pé dentro do laguinho no parque, ríamos de tudo o que passou.
Quel e eu tivemos os 12 anos ouvindo rock, usando casaco de flanela, cultuando nossos All Star's (na época que o par ainda custava R$18,90) e Nirvana era a traducão de música. Quel e eu sempre gostamos de alguns estilos musicais diferentes, mesmo estilos de rock diferentes. Lembramos da época que saíamos para ir a showzinhos das bandas de garagem de Niterói, meu melhor amigo (encontra-se atualmente aqui, só que mais velho, menos magro, mais careca [te amo mlk =**]) tocava numa banda grunge e eu acompanhei de perto seus ensaios lotados em algum estúdio ou na casa de algum dos integrantes. E nós nos divertíamos.
Não acreditamos que nenhuma dessas bandas ou seus integrantes tenham ido pra frente com música, ainda que algumas bandas realmente tivessem talento e música significasse vida pra eles. Afinal não é toda banda de garagem que vira o Silverchair.
Pelo o que ficamos sabendo (visto que nenhuma de nós duas mora mais em Niterói) um dos locais toscos onde as bandas se apresentavam ainda existe, e agora até ar-condicionado tem, mas não sabemos quem vai e quais são as bandas. Passamos da idade. E era mais legal quando era tosco, quando o teto era de lona e uma árvore nascia do lado do palco e um tronco entrava pela parede. Mas se as bandas da nossa época um dia voltassem a fazer um show, tive que concordar com Quel que estaríamos presentes e na primeira fila se fosse a Freak(y). E esta é a mencionada banda que respirava música citada a cima. E talento também. O vocalista era namorado da minha irmã e meu amigo também. Eu e Quel quase sempre íamos quando eles tocavam. Eu várias vezes dividi o bateirista - único integrante sem namorada - com outro amigo do pessoal para ver quem entraria de graca e economizaria R$3,00. Nossa, da Freaky tenho muitas lembrancas. E saudades. Eles tocavam Korn, banda que eu e Quel gostávamos muito também. Flashes passaram pela minha cabeca, engracado observar como a memória age. Lembrei de eu pintando as unhas de Tiago de preto para um dos shows; as guitarras de Diogo tinham nome (e acho que era o nome das filhas de algum ou alguns dos integrantes do Sepultura); de estar mexendo no computador e Ricardo tocando guitarra na minha casa com minha irmã e o riff de "Falling away from me" me puxar de volta pro mundo, porque eu realmente amava essa música; de Tiago ter me puxado pro palco uma vez enquanto essa música rolava [e ter me matado de verginha] e de uma vez que Tiago quebrou o palco passando o som e o vocalista de outra banda caiu no buraco, a banda que o baixista da Freaky já tinha tocado. Lembrei desses momentos em questões de minutos. E ri, ri muito.
Ao fim da viagem, quando cheguei em casa, liguei o computador e baixei muitas músicas do Korn.
Quanto a Freaky, restou um cd demo que eles chegaram a gravar.


Fragmento da Freaky aqui (guitarrista FODA demais. Não tive palavra mais educada.)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Achados e perdidos

"Cadê o namorado?"
Pergunta que todo mundo tem que aturar com um risinho amarelo na cara porque sempre tem um familiar naqueles encontros tediosos de família perguntando isso.
Eu não tenho namorado. Todo mundo sabe disso. Acham mesmo que a pergunta ainda tem graça ou que é bonitinha? Se você não namora, não vive? "Nem um ficantezinho?" Se eu fosse aquelas que ficam/transam com o deus e o mundo, o babaca da pergunta ia se dar por satisfeito porque tenho pelo menos um ficantezinho? E esse "inho" de desprezo no final... eu não finjo sorririsinhos amarelinhos. Eu gosto do solteirismo. Tem gente que se não namora, sobe pelas paredes tamanha necessidade de companhia ou seja lá do que for. Muitos casos, falta de amor próprio. Acho engraçado, muitas pessoas começam a namorar e esquecem dos amigos. Muitas pessoas quando começam a namorar e param de sair, alegam que solteiro sai mais. Pra pegar geral (como se diz vulgarmente por aí)? E qual é a graça disso? Eu não vejo, não gosto de trocar beijos e amassos com alguém que não tenho a menor ideia de quem seja e isso não me faz ter doces sonhos ao chegar em casa ãs 7h da manhã, afinal tive que esperar o primeiro onibus pra voltar da noitada. Eu já passei dessa fase , a de ficar ficando então nunca tive. Correr o risco sem necessidade, porque é maneiro sair com a galera, encher a cara e pegar geral. Por isso passo meus fins de semana sozinha em casa, porque é unanimidade: quem namorado tá com o parceiro e quem não namora, tá na noitadinha da pegação. Dizem que noitada sem ficar com ninguém é noite perdida, pega-se qualquer um(a) que estiver sozinho, pros moderninhos, pega-se até em trio, quarteto, tanto faz. Estamos passando por uma geração crítica de jovens que não sabem se divertir sem noitada com sexo no banheiro da boite, bebendo até beirar o coma alcóolico, fedendo a cigarro, maconha ou a crack, cheirando cocaína e achando que tá abalando sendo um eterno adolescente rebelde, sem donos e sem moral, beirando os 30 anos de idade.
E a 'velha, chata, nerd e encalhada que desperdiça a juventude' estará confortável em casa na companhia dos livros enquanto a juventude moderna estará amanhã sem levar um trabalho a sério, se desesperando porque estão ficando velhos e não conseguem arrumar um par estável, com medo da AIDS, dependente de tóxicos e perdidos na vida. O mais ironico de tudo isso, é que dirão que sou exagerada, mas pensem o que quiserem, essas coisas acontecem o tempo todo e só não presta atenção quem está ocupado demais pensando na próxima balada.



"Os jovens de hoje não têm honra, ética, nem valores!" A. Busmalis