terça-feira, 18 de março de 2008

Sobre o meu hiato

Explicações para os escassos leitores desse blog.
Enfim, devido a fatos externos tipo minha mudança, a falta de internet em minha vida. Acabei sem postar durante séculos. Mas hoje postei \o/
Tem um texto escrito há muito tempo (que sabe se lá porque) não apertei no botão certo e acabou sendo salvo como rascunho, mas agora está a disposição de todos, mas acabou ficando com a data de quando escrevi e não postei (18/02). Acontece... E mais um novo.
Entra ano e sai ano e a única coisa que eu sei escrever é melodrama. ¬¬
Juro que tentarei escrever um texto engraçadinho, afinal comédia sempre faz sucesso. Enquanto isso, continuo escrevendo essas coisas aí, dignas de revista feminina. Eu e Besuji ficamos de escrever pelo menos um texto a cada duas semanas, projeto 2008 (junto com perder alguns quilinhos, e ficar sarada para o verão) . Quem acredita levanta a mão! ( _o/ )

O vício dos ausentes

Eles nunca se viram e provavelmente nunca irão. Já se passaram cinco anos desde que souberam a existência um do outro e não mais tiveram contato, mas nunca se esqueceram. Inventaram cada um uma personalidade para o outro e transformaram este naquilo que desejavam que fosse. Pensaram algumas vezes em se encontrarem, mas como conseguir encontrar alguém que você criou? Ou como não se decepcionar que o outro não fosse exatamente como o imaginado?
Preferiram perder o contato, deixar os cabos desconectarem. Eles ainda se lembram de todos os momentos que estiveram juntos, de todas as conversas, dos sonhos que tiveram, porém era uma lembrança de algo que nunca existiu. Não existem fotos, filmes, sensações reais, mas ainda sim o cheiro daqueles dias ainda é tão verdadeiro que podem sentir só de fecharem os olhos.
Não houve entre eles mais que algumas palavras, mas ainda estão presos nos lugarem em que tantas vezes se visitaram. A nostalgia de todas as suas quimeras. De tanto se imaginarem, muitas vezes duvidam que o outro seja real, que possa existir alguma coisa além daquelas lembranças construídas em volta de tão pouco.
Continuam no pólo errado e ainda se vêem em seus sonhos.
Previously on LOST

Enquanto os lostmaníacos piram os cabeções deselvolvendo e discutindo milhões de teorias (e viagens na maionese) sobre viagem no tempo, Jacobe a cabaninha teleportável, the oceanic 6 e por aí vai, Natsuji e eu discutimos sobre a reboladinha do Ben, a relação entre o Walt e o Lostzila, q é impossível ter tido sobreviventes e os vários mistérios do acidente em si, q a Kate roubou o filho da Claire e de onde tiraram com tanta certeza q o Sawyer é um dos 6?
P saber o resultado é só continuar como a gente, baixando os eps da 4a temporada, lendo spoilers e sonhando com LOST. E viva a nerdice! \O/

Sim, estamos com falta de assunto pra postar.

See you in another life, my brother.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sobre os gatos.

Foi tudo muito simples.
Ninguem chorou ou guardou mágoa alguma.
Ninguém quis voltar.
Ninguém se arrependeu.
E foi tão simples que podia parecer mal explicado.
Mas ninguém se importava.
Tão simples que as frases não tinham mais que três palavras.
Que não foi necessário mais que um minuto.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

I´m getting older too

Janeiro mês de férias e parece que o Mukypho tirou férias tbm. Não na verdade. Estivemos apenas ocupadas e esquecemos de postar. Afinal, postar leva tempo, pq ninguém (desafio quem diz que consiga!!!) consegue entrar na internet e ficar menos de 3 horas, sem nem perceber q passou tanto tempo e não fizemos nada do q deveríamos ter feito. É, estivemos ocupadas, afinal estamos ficando velhas e cada vez temos mais coisas pra fazer. Ah como era grande quando eu era criança! Ia pra escola, chegava da escola e brincava no playground com meus amiguinhos do prédio: bandeirinha (o melhor jogo de criança ever!!!), pique-esconde, pique-pega e todos aqueles piques-alguma-coisa com seus 300 variações, subíamos de escada correndo até o último andar e, qd chegávamos lá, descíamos imediatamente também correndo e no maior pique (o prédio tem 11 andares e o play fica no térreo). Hoje em dia se eu subo um lance de escada correndo, chego sem ar, mudando de cor, quase desmaiando. Como diria o poeta "Como são belos os dias do despontar da existência! Respira a alma inocência como perfumes a flor; O mundo - um sonho dourado, a vida - um hino d'amor! Oh! Que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras..." não vou continuar o poema pq não nasci no interior e no playground não tinha laranjeiras nem bananais. Enfim, é bom ser criança! É o que eu penso quando lembro da minha época. Mas não é o que penso quando vejo a infância de hoje em dia; me faz entrar numa nostalgia oitentista de dar dó das crianças de hoje. Elas já não brincam de piques e bandeirinha, o playground do prédio está sempre vazio. O mundo infantil se resumiu a programas esdrúxulos de televisão (odeio Lazy Town!!!! Pronto, desabafei!) e computador, os filmes infantis já não são tão infantis como as princesas da Disney, nem a Xuxa faz mais filmes como 'Lua de Cristal'. Não vou nem entrar no detalhe desagradável de como a inocência também está sendo perdida cada vez mais cedo! É estranho ver as crianças encantadas com roupas de grife e maquiagem, no meu tempo usávamos aqueles conjuntinhos de lycra (tá, tbm eram horrorosos, como tudo nos anos 80!) , e umas roupinhas mais gastas pra brincar e se sujar todo, porque corríamos e suávamos até ter caraca (ééé, que nojo! mas isso q era infância! E ai de quem diga que nunca teve!) e tomávamos uns 5 banhos por dia. Pelo menos alguma coisa do mundo da imaginação foi preservado, quando vejo as crianças saindo na rua fantasiadas, por mais estranho que isso seja - e não é só na época de carnaval. Alguma coisa tem q ter sobrado pra elas. Até as bonecas de hoje em dia são mais difícieis de usar que aqueles estojos com milhões de botões que abria uma régua ou abriam e fechava um compartimento; as bonecas falam, choram, fazem xixi, tem pele mole, parecem um bebê de verdade, só faltam ter vida própria - e lá se vai a imaginação das crianças. Quando elas souberem para que servem todos os botões de cor e salteado, lá se foi a graça do brinquedo.
Eu estou aqui escrevendo meus pensamentos e ouvindo 'The Monkees', coisa que a geração 2000 nunca ouviu falar e provavelmente não irá conhecer. Fui num aniversário de 8 anos mês passado e as 3 horas que passei na festa, só tocou funk e, como se diz atualmente, bombou. Nem 'Xuxa só para baixinhos', que aliás é outro porre. Não é porque eu já estou crescidinha que acho chato, porque quando me dá crise do adulto-infantilizado eu me divirto com as musiquinhas antigas da Xuxa. Até onde eu me lembre, nas festinhas dos meus amiguinhos tocava música de criança e nenhum de nós queríamos ficar rebolando ao som de pornografias, ainda que não entendéssemos bem do que se tratava - vide quando começou 'É o tchan' e coisas do gênero (observação: nunca gostei). Mas aí eu estava mais pra lá dos 10 anos e quase saindo fora da infância, apesar de ainda comprar CD da Xuxa. E música não ser preocupação nem ocupação, quando se tinha barbies, amigos, playground, imaginação e uma infância que não media tempo. Como diria tio Casimiro "Que auroras, que sol, que vida, que noites de melodia naquela doce alegria, naquele ingênuo folgar! Oh dias da minha infância! Que doce a vida não era nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, eu tinha nessas delícias...".
Uma amiga teve gêmeas há pouco tempo e comentou que até elas serem adultas, serei comissária de bordo de uma nave espacial onde as gêmeas estarão pilotando para uma colônia terráquea em Júpiter. Que medo disso!


"Can the child within my heart rise above?
Can I sail thru the changing ocean tides?
Can I handle the seasons of my life?
But time makes you bolder
Children get older
I'm getting older too"
(Fleetwood Mac)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Happy fucking new year!!!!!!

Eu detesto essa babaquice de ano-novo. Gente suada se amontoando na praia, fazendo contagem regressiva de 10 a 0 pra ver fogos de artifícios e ficar agarrando um ao outro p desejar "feliz ano novo" e mais aquele monte de palavras decoradas e clássicas que sempre se diz, tipo em aniversário. Todo mundo, ou quase todo mundo, de branquinho, parece um bando de pai de santo!!!! Aí negozinho pula 7 ondas, come 7 uvas, joga flores pra Iemanjá, taca pipoca no corpo pra dar sorte (q porra é essa?!?!?!), estoura cidra (pq ninguém leva champagne de verdade pra praia) etc etc. E no dia seguinte tá lá a praia, toda cagada! Isso n é pra mim, definitivamente. As pessoas esperam a noite de 31 de Dezembro pra se iludir fazendo mil promessas: que vai estudar no ano que vem, correr na São Silvestre, parar de fumar, emagrecer 50 kilos e coisas qe não vão cumprir. Desejos de verdade não esperam até o último dia do ano, eles não têm data marcada no calendário e cronometradas. Eu fico mesmo amarga (sim, mais do q o meu estado normal - e tive uma professora de literatura que disse q isso é normal e mta gente fica super pra baixo nessa época) no tal no ano-novo, reveilon ou seja lá como quiserem chamar; é a mesma merda, e só o último dia de mais um ano. Pra quem gosta dessa data, divirtam-se, quanto a mim, continuo com o melhor texto de sobre ano-novo ever!!!! Foi escrito pra virada de 1999 pra 2000, mas é sempre atual, afinal essa tradição escrotinha não muda. Enfim...

Um monte de gente acha que o mundo vai acabar na virada do novo milênio. Acham que verão a segunda vinda de Cristo, o apocalípice, armagedon, dias negros. Acham que tudo depende do grande plano de Deys. Pergunte a si mesmo: Deus sabe que é primeiro de Janeiro? O relógio dele bate meia-noite e bate, em qual fuso horário Ele está? O homem inventou horas, dias e minutos. O homem inventou calendários e relógios. Deus tem o próprio tempo dEle é burrice nossa achar que podemos acertar a hora para Ele. Tudo o que podemos fazer é olhar pro relógio correr e esperar pelo melhor.
Um bando de homens sentados em suas celas na virada do novo ano, um novo século, um novo milênio. Mil anos. Eles olham pro futuro e tudo que veem são eles mesmos nas mesas celas. Negros e brancos, estamos aqui no precipício. Nós somos seguramos ou despancamos. Juntos ou separados. É a nossa escolha. Depende de nós. Depende de mim e de você. Feliz ano novo!

(OZ - de Tom Fontana e HBO - ep8s3)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"The only things against us now is time"

E foi assim. Ela faleceu. E já faz mais de um ano. Não faz muita diferença pra quem só descobre agora. Eu sinto saudade dela, era um boa pessoa, um bom coração e uma solidão notável. Não passamos muito tempo juntas, mas me deixou com vontade de voltar e vê-la novamente um dia. Ela e ele. Eu quis partir e nunca imaginei que pouquíssimo tempo depois ela faleceria e minha volta não existiria, eu não a verei com vida de novo. Nunca mais. Se eu tivesse tido mais um dia, só mais um dia... Foi naquela casinha, naquela cidadezinha, naquele momento tão conturbado que a tristeza me deu vontade de dar um passo e mudar de direção, mesmo a direção sendo deixá-los, eu os levaria sempre no coração e foram com eles que senti, finalmente, essa vontade. Alegria e tristeza, prisão e liberdade... como sentir tanto antagonismo ao mesmo tempo? Eu senti. E foi graças a eles, a ela. Vou me lembrar pra sempre do gosto daquele queijo, das nossas muitas batatas cozinhadas, daqueles potes de iogurtes que adorávamos comer, da torta de queijo que ela fez naquele dia que cheguei em casa chorando e ela percebeu; disse que me despedi de uma amiga, mas era a situação q eu estava vivendo. E ela entende o que é a despedida. Nos despedimos com sorrisos sem saber que seria a última despedida. Talvez ela soubesse, mas eu não sabia, não queria que fosse. Queria me sentar naquela cozinha novamente e bebermos chá juntas, aliás, foi por sua causa que passei a ter esse hábito. E foi por você que aprendi a pilotar uma cadeira de rodas e os trabalhos que ela traz. Eu agradeço por tudo e por aquele "eu nunca vou encontrar outra como você". E eu tbm não. Descance em paz.

Em memória de Anna-Marie G.
(192X-2006)