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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

(Bendita) síndrome de limpeza

Fragmentos adaptados do e-mail que mandei pra minha mãe.

Essa história de ficar velho e morar sozinha dá trabalho. Dá muito mais trabalho quando se tem uma mãe manhíaca por limpeza que me educou assim.
Pois bem, ontem o técnico veio consertar a máquina de lavar. Ela estava vazando tanta água por baixo que fazia um laguinho no chão e antes de acabar, fazia tanto barulho que parecia que ia levantar voo. Segundo ele, alguma coisa lá atrás da máquina que regula a água quebrou, por isso que estava vazando. Aí ele disse p eu esperar ateh hj d tarde p poder usar. E eu já tenho um saco de roupa esperando a bendita voltar à vida.
Tenho q ir ao IKEA comprar coisas p casa, tô sem cortina no banheiro e tá o Ó molhar o banheiro inteiro e ter q secar depois. Pior q só tenho UM (1!!!!!) piso e tenho q lavar e secar no mesmo dia senão fico sem. Vou comprar outro.
Falei com o cara responsável pelo prédio q eu tava num apartamento com as paredes manchadas pq n deviam limpar há séculos, vamos ver se pintamos mês que vem. O chão é todo de piso frio (exceto os quartos), a menina que mora comigo falou q qd ela veio p cá, ela limpou entre os pisos da cozinha, um por um. E vamos ter q fazer isso na sala e no quarto das máquinas, pq sério, tá literalmente PRETO. E a parede do quarto das máquinas? Jesus-Maria-José, só pintando! Sem contar que tem rachadura. Será q a parede vai cair? Não entendo disso, pra mim rachou = fudeu. Eu lavei o chão com água, sabão, vassoura e rodo (quero uma piacaba!!!!!!!!) e a janela e ainda tá com cara de sujo-imundo por causa da parede carcomida. Acho q colocar uma lâmpada mais clara tb vai ajudar. O rodapé nem vou comentar, eu achava q era frescura da senhora minha mãe, então viva a frescura! Mas eu tô fora.
Outra coisa é como é q eu vou saber qual é o número do botãozinho q eu tenho q usar a máquina de lavar?! P mim é td ligar, lavar, acabar. Sério, tem lá: pré-lavagem, coloridos, não-coloridos, sintético, lã, lavar com água fria etc etc etc. Eu não sei o q fazer. Ponho qq coisa lá e a roupa sai lavada. Tbm n sei o q pode e o q não pode ir a 90, 60 ou 30 graus. E n adianta olhar a etiqueta pq tem roupa q nem etiqueta tem, tipo os lencois, fronhas etc. As máquinas antigas (que nem a da minha mãe q já tem 25 anos de trabalho duro diário e ainda vive) são menos complicadas q as novas. Comeca a ficar cheia d botãozinho, cheia d opcões, parece mais nave espacial. E não tem tanque, o q eu acho um absurdo. Lavo roupa íntima e pano d prato na pia ou na banheira, pq tb n ligo a máquina p bater um pano de prato (e gracas a senhora Limpeza, não lavo pano de prato junto com roupa) e tenho a impressao q ele vai se desfazer lá dentro.
Bem, vou lá tomar banho sem cortina e ir na IKEA comprá-la. Não tá dando p ser feliz sem.
E vamos que vamos que eu tenho é coisa pra fazer.

Isaura



Por sugestão de Antônio, segue a foto dos botõezinhos e indicacões da Dona Máquina que ainda não me dizem nada.








terça-feira, 14 de outubro de 2008

Previously on Lost

Na verdade Michael é Augustus Hill, um sujeito que foi se travestia e cantava em festas pelo codinome de Mercutio. Foi preso e cumpria pena em uma penitenciária de seguranca máxima. Augustus sobreviveu a uma facada no abdome e saiu da prisão por debaixo dos panos, já que todos achavam que ele morreu, com a ajuda da médica latina responsável pela enfermaria do presidio, que por sua vez, era amiga de uma policial fodida, Ana Lucia, que armou todo o esquema para libertar Hill.

Mr Eko é na verdade o conhecido traficante nigeriano Adebisi, que cumpria prisão perpétua na mesma penitenciária de Augustus, aka Michael. Vocês não engoliram aquela historinha de padre ?!

Ana Lucia, a policial mais errada do século, por ironia do destino, acabou trabalhando em aeroporto e conheceu assim o doutor Shepard, um excelente cirurgião de coluna, que fez com que Augustinho voltasse a andar. A vida ia muito bem, obrigado, até que ele descobre um filho até aí ignorado e precisa levá-lo de volta a Los Angeles. Encarando os fatos, Augustinho se viu ameaçado de ter a identidade relevada quando descobriu que Adebisi estava na mesma porra de ilha. Encurralado, com medo de ter sua identidade revelada, ele mata Ana Lucia e rala no barquinho.

Ben enrabava criancinhas nigerianas. Adebisi, também misteriosamente sobrevivente de uma facada e evaporado do presídio, foi ao quinto dos infernos (literalmente) vingar o pequeno que Ben, utilizando seus conhecimentos anatômicos de sua anterior profissão de enfermeiro, friamente assassinou tentando encobrir com ritos de santeria, o que deixou Adebisi profundamente irado. Acabou que o lostzila eliminou Adebisi antes que ele tivesse a chance de colocar as mãos no Ben.

Atrasado na história, o detetive John Basil estava na cola de Adebisi desde que se passou por presidiário para descobrir o tráfico na penitenciária Oswald, conhecida como OZ. Confiando na cara de bobo de Hurley, foi atrás dele colher informações quando Hurley estava pirando o cabeção no sanatório. Pra variar, não deu em nada.

E, na verdade, o homem atrás da cortina, o mágico de OZ, não é Locke nem Ben, é tudo uma teoria de conspiração do governador Devlin (esse sujeito aqui embaixo).





Fonte: Angus de LaRoc - roteirista e diretor





Se você não entendeu nada:

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Constatacão genética

Mistura baiano com polonês: nasce o árabe

(Foto do meu amigo autor da filosofia aqui)




(Obs: ele não é árabe)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Momento descontração

Recebi isso do meu pai por e-mail e achei hilário. Só pra descontrair um pouquinho.


Grande promoção da Sony

Participe!!!


Uma viagem ao Japão de 15 dias, passagem e hotel pagos com direito a acompanhante, mais 5000 dólares para gastar a vontade. Essa vale a pena tentar! Para ganhar a viagem é necessário adivinhar na foto anexa:
1) quem está com sono,

2) quem está quase dormindo,
3) quem acordou agora e

4) quais são os 'dois' gêmeos.

Boa Sorte!!!



quarta-feira, 26 de março de 2008

O rato

Nos últimos dias, tem sido inevitável a minha convivência com um fantasma roedor em minha casa. Não, eu não o vi. Só ouvi falar. Minha irmã afirma ter visto o rato às duas da manhã na sala, debaixo da poltrona vermelha. Essa é a única vez que tivemos provas visuais da existência de simpático bichinho.
Conviver com a possibilidade de um exemplar de roedor no mesmo teto que o seu, pode-se dizer que é o inferno. Ter nojo de todas as comidas e de todas as partes da casa. Pensar que você pisa no mesmo carpete em que ele depositou suas amáveis patinhas. Imaginar que ele esteve deitado na sua cama. Não é possivel, prefiro acreditar que minha cama ele teve o mínimo de simpatia o suficiente para respeitar meu repouso.
Ontem, infelizmente um dos milhares de saquinhos de veneno para rato com macadâmia que estão estrategicamente espalhados pela casa, foi encontrado com um furo. Diz-se que depois de 48 horas de agonia e hemorragia, meu hóspede camundongo irá morrer. Esperarei mais 24 horas. Mas realmente não queria vê-lo morto. Não é que ele tenha feito algo contra mim, mas a existência dele exclui a minha.
Talvez se eu tivesse a oportunidade maravilhosa de ver o animalzinho estaria eu mais feliz com sua provável morte. Mas existe um abismo enorme entre ver e ouvir falar. Talvez se eu tivesse posto meus olhos naquela pelagem cinza, minha relação com o roedor seria diferente. Ver é uma coisa muito mais tátil. Eu poderia sentir as patinhas dele tocando a minha rotina.
Mas como só ouvi falar, ele é praticamente um fantasma, a única presença que eu sinto dele é o medo depositado por sua breve aparição e os inúmeros saquinhos de veneno.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Happy fucking new year!!!!!!

Eu detesto essa babaquice de ano-novo. Gente suada se amontoando na praia, fazendo contagem regressiva de 10 a 0 pra ver fogos de artifícios e ficar agarrando um ao outro p desejar "feliz ano novo" e mais aquele monte de palavras decoradas e clássicas que sempre se diz, tipo em aniversário. Todo mundo, ou quase todo mundo, de branquinho, parece um bando de pai de santo!!!! Aí negozinho pula 7 ondas, come 7 uvas, joga flores pra Iemanjá, taca pipoca no corpo pra dar sorte (q porra é essa?!?!?!), estoura cidra (pq ninguém leva champagne de verdade pra praia) etc etc. E no dia seguinte tá lá a praia, toda cagada! Isso n é pra mim, definitivamente. As pessoas esperam a noite de 31 de Dezembro pra se iludir fazendo mil promessas: que vai estudar no ano que vem, correr na São Silvestre, parar de fumar, emagrecer 50 kilos e coisas qe não vão cumprir. Desejos de verdade não esperam até o último dia do ano, eles não têm data marcada no calendário e cronometradas. Eu fico mesmo amarga (sim, mais do q o meu estado normal - e tive uma professora de literatura que disse q isso é normal e mta gente fica super pra baixo nessa época) no tal no ano-novo, reveilon ou seja lá como quiserem chamar; é a mesma merda, e só o último dia de mais um ano. Pra quem gosta dessa data, divirtam-se, quanto a mim, continuo com o melhor texto de sobre ano-novo ever!!!! Foi escrito pra virada de 1999 pra 2000, mas é sempre atual, afinal essa tradição escrotinha não muda. Enfim...

Um monte de gente acha que o mundo vai acabar na virada do novo milênio. Acham que verão a segunda vinda de Cristo, o apocalípice, armagedon, dias negros. Acham que tudo depende do grande plano de Deys. Pergunte a si mesmo: Deus sabe que é primeiro de Janeiro? O relógio dele bate meia-noite e bate, em qual fuso horário Ele está? O homem inventou horas, dias e minutos. O homem inventou calendários e relógios. Deus tem o próprio tempo dEle é burrice nossa achar que podemos acertar a hora para Ele. Tudo o que podemos fazer é olhar pro relógio correr e esperar pelo melhor.
Um bando de homens sentados em suas celas na virada do novo ano, um novo século, um novo milênio. Mil anos. Eles olham pro futuro e tudo que veem são eles mesmos nas mesas celas. Negros e brancos, estamos aqui no precipício. Nós somos seguramos ou despancamos. Juntos ou separados. É a nossa escolha. Depende de nós. Depende de mim e de você. Feliz ano novo!

(OZ - de Tom Fontana e HBO - ep8s3)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Dias chuchu

Odeio dias chuchu ainda mais que dias ruins, dias ruins alguma coisa te acontece. Morre seu hamster, você vai mal na prova, bate o carro, leva um chute. Mas dia chuchu, ele já começa assim, sem perspectiva alguma. Passam as horas arrastadas e nada acontece. Você olha para o telefone a cada 5 segundos, para saber se nos outro 4 alguem te ligou. E você deseja tanto, tando que alguma coisa que seja aconteça, que alguém te chame pra qualquer coisa. O quê? Ir com você ao médico? Claro. Vacina no cãozinho? Lógico. Visitar a vó no asilo? Como recusar?
Nesses dias que não aparece uma viva alma te chamando pra beber no barzinho tosco da faculdade, sinceramente, prefiro as segundas. Elas ainda tem um ar de dia ruim, início da semana, mas as terças? Ah, o que dizer das terças? Nada, porque são assim... dia chuchu. Elas não são promessas de nada. Você não diz que vai começar a dieta na terça ou que na terça você vai pensar nisso. Terças não representam promessas, ou grandes dias. Alguém conhece uma festa boa pra eu ir nessa terça? Não, porque existem festas na segunda, mas não na terça. Enfim, daqui a duas horas finalmente termina esse suplício. E vem a quarta... e quarta feira pode ser um dia excelente. ^^