Eles passaram anos juntos, tantos aniversários comemorados com as tortas preferidas dela. Eles conversavam sobre todas as coisas e se viam todos os dias. Ele era só o que interessava pra ela. Ainda pode se lembrar da cena, eles terminados e outra no colo dele no dia seguinte. Ele se arrependeu, voltaram, porque tudo que ele fazia era facilmente perdoável. Ele insistia em dizer que estava indeciso e que não acreditava que um dia eles poderiam voltar a ser o casalzinho feliz que um dia foram. Chega um ponto onde não se tem mais como voltar atrás. Relacionamentos deveriam ter data de validade. Por mais que dissessem que azedou, ela não acreditava.
Como febre depois de uma noite. De repente, ela via tudo o que ele fingia. É triste ver que a pessoa por quem você é tão desesperadamente apaixonada simplesmente não existe mais. Só sobrou aquela casca tão lotada de mentiras.
Depois, ele vem pedindo perdão. Agora ela tinha só o coração seco. Mas por que ele vinha tão tarde? Se outro já tinha tomado o seu lugar na cama dela.
E no final, amor é só uma palavra. Como tantas outras que eles disseram.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Nostalgia da infância paulistana
Estava conversando com um amigo um dia desses, aquelas conversas que assuntos surgem do nada e começamos a falar sobre nossa feliz infância em São Paulo. Entre elas, o Parque da Mônica pra mim ainda é a melhor. Eu fui tantas vezes que não sei mais. As casas da Mônica e da Magali que só tinha vários vestidos iguais no guarda-roupa; o banco com cheques e dinheiro da Mônica e a pscina de bolinha. Mas não adianta querer voltar lá na próxima ida a São Paulo, numa crise de infantilidade que me ocorre de vez em quando, pois nossa altura atual não nos deixa entrar na maioria dos lugares. Se é que ainda se usa aquele medidor de altura, o qual eu acho muito injusto; se a criança é muito alta pra idade dela, coitada. Pelo menos o parque continua lá.
Lembramos do finado Simba Safari. Sempre tinha um macaco pra grudar na grade de proteção da janela do carro. meu tio dizia que os animais já o conheciam, toda vez que ia visita ele tinha que levar no Simba Safari. Era uma idéia interessante deixar os bichos soltos, agora eles voltaram pro cercado, virou um zoológico que as pessoas vão visitar de carro.
E quem lembra do The Waves? Sinceramente, lembro vagamente, não tenho uma memória muito boa e essa infância paulistana já aconteceu a acabou há muitos anos. Lembro da pscina de correnteza que era uma dificuldade pra sair dela; a pscina de onda que eu achava ideal, detesto o sal da água do mar; os toboáguas multicoloridos e incrivelmente grandes. Também acabou.
Itu. Viajava-se um tempinho pra fora da cidade de São Paulo pra ver a tal da cidade onde tudo é gigante. Só se for gigante na monotonia. Não tem nada "de Itu" em Itu, apenas um orelhão (que remota ao tempo dos orelhões de ficha) gigante e umas borrachas enormes da lojinha de lembrançinhas de Itu. Que fiasco de lugar.
Também não fica muito pra trás no fiasco a Cidade da Criança. Coitada das crianças, deviam ir lá cheias de alegria num lugar supostamente pra se divertirem. A única coisa que lembro são de uns brinquedinhos velhos e um poço pra jogar moeda e fazer desejo. Imagino quantas moedas foram jogadas alí desejando que o lugar se transformasse numa verdadeira cidade da criança, uma disneylândia nas inocentes cabecinhas infantis desapontadas. Se alguém voltar lá pelos dias atuais, me digam como está.
Mas de todas as lembranças, as mais presentes na minha memória é o barulho do metrô e dos aviões sobrevoando baixinho o bairro de Jabaquara. E minha tia que tomava sol na varanda e acenava pra eles. Carioca sem praia se vira do jeito que pode.
Criança se diverte com qualquer coisa e é por isso que guardo boas lembranças dessa nostálgica infância paulistana. A última vez que estive lá, pode-se dizer que fiquei levemente entediada. Afinal, só me restaram as recordações, nem a família ficou por lá.
Lembramos do finado Simba Safari. Sempre tinha um macaco pra grudar na grade de proteção da janela do carro. meu tio dizia que os animais já o conheciam, toda vez que ia visita ele tinha que levar no Simba Safari. Era uma idéia interessante deixar os bichos soltos, agora eles voltaram pro cercado, virou um zoológico que as pessoas vão visitar de carro.
E quem lembra do The Waves? Sinceramente, lembro vagamente, não tenho uma memória muito boa e essa infância paulistana já aconteceu a acabou há muitos anos. Lembro da pscina de correnteza que era uma dificuldade pra sair dela; a pscina de onda que eu achava ideal, detesto o sal da água do mar; os toboáguas multicoloridos e incrivelmente grandes. Também acabou.
Itu. Viajava-se um tempinho pra fora da cidade de São Paulo pra ver a tal da cidade onde tudo é gigante. Só se for gigante na monotonia. Não tem nada "de Itu" em Itu, apenas um orelhão (que remota ao tempo dos orelhões de ficha) gigante e umas borrachas enormes da lojinha de lembrançinhas de Itu. Que fiasco de lugar.
Também não fica muito pra trás no fiasco a Cidade da Criança. Coitada das crianças, deviam ir lá cheias de alegria num lugar supostamente pra se divertirem. A única coisa que lembro são de uns brinquedinhos velhos e um poço pra jogar moeda e fazer desejo. Imagino quantas moedas foram jogadas alí desejando que o lugar se transformasse numa verdadeira cidade da criança, uma disneylândia nas inocentes cabecinhas infantis desapontadas. Se alguém voltar lá pelos dias atuais, me digam como está.
Mas de todas as lembranças, as mais presentes na minha memória é o barulho do metrô e dos aviões sobrevoando baixinho o bairro de Jabaquara. E minha tia que tomava sol na varanda e acenava pra eles. Carioca sem praia se vira do jeito que pode.
Criança se diverte com qualquer coisa e é por isso que guardo boas lembranças dessa nostálgica infância paulistana. A última vez que estive lá, pode-se dizer que fiquei levemente entediada. Afinal, só me restaram as recordações, nem a família ficou por lá.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
I´m getting older too
Janeiro mês de férias e parece que o Mukypho tirou férias tbm. Não na verdade. Estivemos apenas ocupadas e esquecemos de postar. Afinal, postar leva tempo, pq ninguém (desafio quem diz que consiga!!!) consegue entrar na internet e ficar menos de 3 horas, sem nem perceber q passou tanto tempo e não fizemos nada do q deveríamos ter feito. É, estivemos ocupadas, afinal estamos ficando velhas e cada vez temos mais coisas pra fazer. Ah como era grande quando eu era criança! Ia pra escola, chegava da escola e brincava no playground com meus amiguinhos do prédio: bandeirinha (o melhor jogo de criança ever!!!), pique-esconde, pique-pega e todos aqueles piques-alguma-coisa com seus 300 variações, subíamos de escada correndo até o último andar e, qd chegávamos lá, descíamos imediatamente também correndo e no maior pique (o prédio tem 11 andares e o play fica no térreo). Hoje em dia se eu subo um lance de escada correndo, chego sem ar, mudando de cor, quase desmaiando. Como diria o poeta "Como são belos os dias do despontar da existência! Respira a alma inocência como perfumes a flor; O mundo - um sonho dourado, a vida - um hino d'amor! Oh! Que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras..." não vou continuar o poema pq não nasci no interior e no playground não tinha laranjeiras nem bananais. Enfim, é bom ser criança! É o que eu penso quando lembro da minha época. Mas não é o que penso quando vejo a infância de hoje em dia; me faz entrar numa nostalgia oitentista de dar dó das crianças de hoje. Elas já não brincam de piques e bandeirinha, o playground do prédio está sempre vazio. O mundo infantil se resumiu a programas esdrúxulos de televisão (odeio Lazy Town!!!! Pronto, desabafei!) e computador, os filmes infantis já não são tão infantis como as princesas da Disney, nem a Xuxa faz mais filmes como 'Lua de Cristal'. Não vou nem entrar no detalhe desagradável de como a inocência também está sendo perdida cada vez mais cedo! É estranho ver as crianças encantadas com roupas de grife e maquiagem, no meu tempo usávamos aqueles conjuntinhos de lycra (tá, tbm eram horrorosos, como tudo nos anos 80!) , e umas roupinhas mais gastas pra brincar e se sujar todo, porque corríamos e suávamos até ter caraca (ééé, que nojo! mas isso q era infância! E ai de quem diga que nunca teve!) e tomávamos uns 5 banhos por dia. Pelo menos alguma coisa do mundo da imaginação foi preservado, quando vejo as crianças saindo na rua fantasiadas, por mais estranho que isso seja - e não é só na época de carnaval. Alguma coisa tem q ter sobrado pra elas. Até as bonecas de hoje em dia são mais difícieis de usar que aqueles estojos com milhões de botões que abria uma régua ou abriam e fechava um compartimento; as bonecas falam, choram, fazem xixi, tem pele mole, parecem um bebê de verdade, só faltam ter vida própria - e lá se vai a imaginação das crianças. Quando elas souberem para que servem todos os botões de cor e salteado, lá se foi a graça do brinquedo.
Eu estou aqui escrevendo meus pensamentos e ouvindo 'The Monkees', coisa que a geração 2000 nunca ouviu falar e provavelmente não irá conhecer. Fui num aniversário de 8 anos mês passado e as 3 horas que passei na festa, só tocou funk e, como se diz atualmente, bombou. Nem 'Xuxa só para baixinhos', que aliás é outro porre. Não é porque eu já estou crescidinha que acho chato, porque quando me dá crise do adulto-infantilizado eu me divirto com as musiquinhas antigas da Xuxa. Até onde eu me lembre, nas festinhas dos meus amiguinhos tocava música de criança e nenhum de nós queríamos ficar rebolando ao som de pornografias, ainda que não entendéssemos bem do que se tratava - vide quando começou 'É o tchan' e coisas do gênero (observação: nunca gostei). Mas aí eu estava mais pra lá dos 10 anos e quase saindo fora da infância, apesar de ainda comprar CD da Xuxa. E música não ser preocupação nem ocupação, quando se tinha barbies, amigos, playground, imaginação e uma infância que não media tempo. Como diria tio Casimiro "Que auroras, que sol, que vida, que noites de melodia naquela doce alegria, naquele ingênuo folgar! Oh dias da minha infância! Que doce a vida não era nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, eu tinha nessas delícias...".
Uma amiga teve gêmeas há pouco tempo e comentou que até elas serem adultas, serei comissária de bordo de uma nave espacial onde as gêmeas estarão pilotando para uma colônia terráquea em Júpiter. Que medo disso!
"Can the child within my heart rise above?
Can I sail thru the changing ocean tides?
Can I handle the seasons of my life?
But time makes you bolder
Children get older
I'm getting older too"
(Fleetwood Mac)
Eu estou aqui escrevendo meus pensamentos e ouvindo 'The Monkees', coisa que a geração 2000 nunca ouviu falar e provavelmente não irá conhecer. Fui num aniversário de 8 anos mês passado e as 3 horas que passei na festa, só tocou funk e, como se diz atualmente, bombou. Nem 'Xuxa só para baixinhos', que aliás é outro porre. Não é porque eu já estou crescidinha que acho chato, porque quando me dá crise do adulto-infantilizado eu me divirto com as musiquinhas antigas da Xuxa. Até onde eu me lembre, nas festinhas dos meus amiguinhos tocava música de criança e nenhum de nós queríamos ficar rebolando ao som de pornografias, ainda que não entendéssemos bem do que se tratava - vide quando começou 'É o tchan' e coisas do gênero (observação: nunca gostei). Mas aí eu estava mais pra lá dos 10 anos e quase saindo fora da infância, apesar de ainda comprar CD da Xuxa. E música não ser preocupação nem ocupação, quando se tinha barbies, amigos, playground, imaginação e uma infância que não media tempo. Como diria tio Casimiro "Que auroras, que sol, que vida, que noites de melodia naquela doce alegria, naquele ingênuo folgar! Oh dias da minha infância! Que doce a vida não era nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, eu tinha nessas delícias...".
Uma amiga teve gêmeas há pouco tempo e comentou que até elas serem adultas, serei comissária de bordo de uma nave espacial onde as gêmeas estarão pilotando para uma colônia terráquea em Júpiter. Que medo disso!
"Can the child within my heart rise above?
Can I sail thru the changing ocean tides?
Can I handle the seasons of my life?
But time makes you bolder
Children get older
I'm getting older too"
(Fleetwood Mac)
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
"Não quero mais"
Ela devia ter uns 9 anos, ele a mesma idade. Estudavam no mesmo colégio, ele veio transferido de Minas, ela sempre tinha morado ali. Ela sentava na primeira
carteira, ele na última. Ela sempre olhava pra ele, ele nunca olhava pra ela.
Amor de criança é sempre assim, meio desencontrado. Deve ser pra dar tempo de amadurecer a idéia ou simplesmente para frustrar desde cedo. Calejar o coração.
Ela era tímida e por mais de um ano não disse nada. Depois de um passeio da escola e ele finalmente olhou pra ela. E ela soube. Masa timidez foi sempre um fantasma entre os dois. Quando no último dia de aula ele quis saber se ela gostava dele, ela simplesmente não conseguiu responder. E recebeu um terrível bilhete. Devidamente rasgado. Foi atrás dele, mas a timidez ainda estava lá e ela não conseguiu dizer metade das palavras que gostaria.
Acho que ela queria dizer o quanto ela gostava dele, o quanto ela queria ficar ao lado dele, que aqueles três meses de férias seriam torturantes, que quando ela o via chegava a tremer, que as palavras fugiam... e por isso mesmo não conseguiu dizer nada.
Mudaram ambos para o mesmo colégio no ano seguinte. Mas que diferença isso fez? Se agora até a turma deles não era a mesma. A distância só aumentava e a timidez sempre foi a aura dela. Em três anos, quantas foram poucas as vezes que conversaram? Mas ela nunca conseguia se interessar por alguem, por causa dele.
Mesmo que ele não se importasse, mesmo que para ele já não fizesse diferença alguma. Os sentimentos dela nunca diminuíram, nem um pouco. Ele era a dor que a acompanhava durante todos os seus dias. Até que um dia resolveu abandonar tudo aquilo, cansou. Saiu do colégio. Tentou se interessar por outras pessoas. Mas ele estava sempre lá.
Até que um dia, ela finalmente amava outro, mas deu uma certa nostalgia. Queria vê-lo mais uma vez, resolveu ligar, afinal o telefone dele jamais esqueceria. Foi bem recebida, viraram amigos, melhores amigos eu diria. E tiveram seis meses de Rurouni Kenshin, Siam Shade, The pillows, Mac aos sábados, e mais um monte de coisas, que ele provavelmente nem se lembra mais.
Ela estava finalmente apaixonada por outro, quando escutou "namora comigo". Estava ali, na frente dela a frase que ela esperou durante 5 anos, o sentimento que ela sempre desejou dele, sempre, mas não mais. E ela recusou. Continuavam amigos... Depois dela já recuperada. Desejar alguem durante tanto tempo, tornou as coisas muito turvas, perdeu de vista quem ele realmente era, de tanto que idealizou. Não souberam lidar com o namoro, muito menos com o término, durou só dois meses. Secou.
Hoje em dia estão felizes, distantes e não trocam sequer uma palavra.
carteira, ele na última. Ela sempre olhava pra ele, ele nunca olhava pra ela.
Amor de criança é sempre assim, meio desencontrado. Deve ser pra dar tempo de amadurecer a idéia ou simplesmente para frustrar desde cedo. Calejar o coração.
Ela era tímida e por mais de um ano não disse nada. Depois de um passeio da escola e ele finalmente olhou pra ela. E ela soube. Masa timidez foi sempre um fantasma entre os dois. Quando no último dia de aula ele quis saber se ela gostava dele, ela simplesmente não conseguiu responder. E recebeu um terrível bilhete. Devidamente rasgado. Foi atrás dele, mas a timidez ainda estava lá e ela não conseguiu dizer metade das palavras que gostaria.
Acho que ela queria dizer o quanto ela gostava dele, o quanto ela queria ficar ao lado dele, que aqueles três meses de férias seriam torturantes, que quando ela o via chegava a tremer, que as palavras fugiam... e por isso mesmo não conseguiu dizer nada.
Mudaram ambos para o mesmo colégio no ano seguinte. Mas que diferença isso fez? Se agora até a turma deles não era a mesma. A distância só aumentava e a timidez sempre foi a aura dela. Em três anos, quantas foram poucas as vezes que conversaram? Mas ela nunca conseguia se interessar por alguem, por causa dele.
Mesmo que ele não se importasse, mesmo que para ele já não fizesse diferença alguma. Os sentimentos dela nunca diminuíram, nem um pouco. Ele era a dor que a acompanhava durante todos os seus dias. Até que um dia resolveu abandonar tudo aquilo, cansou. Saiu do colégio. Tentou se interessar por outras pessoas. Mas ele estava sempre lá.
Até que um dia, ela finalmente amava outro, mas deu uma certa nostalgia. Queria vê-lo mais uma vez, resolveu ligar, afinal o telefone dele jamais esqueceria. Foi bem recebida, viraram amigos, melhores amigos eu diria. E tiveram seis meses de Rurouni Kenshin, Siam Shade, The pillows, Mac aos sábados, e mais um monte de coisas, que ele provavelmente nem se lembra mais.
Ela estava finalmente apaixonada por outro, quando escutou "namora comigo". Estava ali, na frente dela a frase que ela esperou durante 5 anos, o sentimento que ela sempre desejou dele, sempre, mas não mais. E ela recusou. Continuavam amigos... Depois dela já recuperada. Desejar alguem durante tanto tempo, tornou as coisas muito turvas, perdeu de vista quem ele realmente era, de tanto que idealizou. Não souberam lidar com o namoro, muito menos com o término, durou só dois meses. Secou.
Hoje em dia estão felizes, distantes e não trocam sequer uma palavra.
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